segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Nosso futuro comum

Engraçado... sábado, postei algo sobre mudanças desejáveis na produção de energia (texto logo abaixo). Domingo, num zap noturno, parei pra ouvir Hugo Penteado, sendo entrevistado por Gabi (reprise de um programa de abril/08).
Economista e ambientalista, como ele mesmo se classifica, Penteado fazia um comentário que derruba imediatamente, com argumentação racional e precisa, meu devaneio de um dia antes... Não basta buscar energias alternativas, é preciso reduzir a "pegada ecológica"!
Num resumido resumidíssimo (correndo riscos, é claro), ele nos faz perceber o seguinte: existimos no mundo por conta de matéria e energia. Nenhuma das duas pode ser criada pelo homem. O que ele faz é aproveitá-la, transformá-la para poder consumi-la. O que significa que a única saída é consumir menos.
É... a coisa é mesmo séria... e não é preciso pensar muito e ler muito para entender que o raciocínio é simples. Ou nos comprometemos ou todos pereceremos. Em palavras dele: "ou mudamos ou perecemos".
Não se trata de decisão de governo, de vontade política apenas. É preciso haver comprometimento individual, mas adesão global. E pra dar ênfase a seu raciocínio ele "recorta" palavras de Gandhi: "você deve ser a mudança que gostaria de ver no mundo". Aliás, com essa frase ele encerrou a entrevista que assisti ontem.
Hoje, fiz uma pesquisa ligeira por Hugo Penteado e encontrei seu blog "Nosso futuro comum", que já adicionei à minha lista. Vale a pena passar por lá.
Vamos acompanhar?
Pessoalmente, iniciei meu 2009 disposta a reduzir consumo e divulgar minhas novas práticas. Por exemplo, reduzir ao máximo a utilização de sacolas plásticas do supermercado. Tenho levado a minha própria "sacolona" de compras. E sobre isso, Penteado comenta que a rede Wal-Mart está iniciando (região NE do país) uma campanha de estímulo a essa prática, dando desconto aos consumidores que não utilizam as tais sacolas. É pouco, eu sei... há outras coisas que faço, outras que ainda quero fazer e como o Penteado reconheço que a diferença que minha ação individual pode representar para o planeta é "zero". Ainda assim, acho que devo ser parte da mudança que gostaria de ver... Então...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Quarta Revolução Industrial?

Será que ela está por aí??? Se não está, ainda, já devia ter chegado.... Falo da revolução que vai implantar definitivamente a utilização de energia limpa e/ou fontes alternativas. Tem muita coisa sendo feita nesse sentido, mas ainda estamos longe de conseguir reverter o estrago causado até aqui...
Do século XVIII até aqui muita coisa mudou. Começou com o carvão (vapor), depois o dínamo (eletricidade) , motor à combustão com queima de combustíveis fósseis... Aquilo que vc já sabe. E chegamos ao XXI, dois séculos e meio depois, com um planeta "detonado".
Não dá pra ignorar. A enquete sobre "o que te preocupa" deu aquecimento global "na cabeça"... Pois é... A coisa é séria... mas a gente só está adiando... empurrando com a barriga.
O problema é que não estamos prontos para deixar de lado nosso conforto, nem nosso modo de consumir. Ou estamos?
Acho que qualquer um que pense um pouco sobre essa questão tem que reconhcer que se mantivermos o nível de consumo atual não será nada fácil resolver o problema... Mais que isso, imagine se "todo o mundo" (todos mesmo!) no planeta pudesse consumir como consomem sociedades como a nossa, ou a norte-americana?
Não dá pra deixar de produzir. Não dá pra deixar de consumir. Ainda assim, faço a opção por acreditar que o homem tem como reverter... é só questão de vontade política...
Será? Leia um pouquinho. Pense um pouco... Comente! Apareça! O planeta é nosso!

Religião e poder...

Esta semana, enquanto preparava aulas sobre Antiguidade Oriental, grifei uma frase sobre religiosidade no Egito: "... a religião foi o elemento cultural mais atuante na vida egípcia".... e fiquei pensando... Só na vida egípcia???
Se a conversa for sobre Antiguidade, fica realmente difícil dizer que isso seja um traço específico dos egípcios. Na Mesopotâmia a quantidade de deuses era igualmente grande e a importância deles na vida diária também. E por falar nisso, caso ainda sobreviva em vc aquela curiosidade típica do início da vida escolar... (difícil, né?... mas...) recomendo a visita a um site muito "divertido" http://www.angelfire.com/me/babiloniabrasil/deusasdeuses.html.
Continuando pelo Oriente Médio, temos os persas que explicaram o mundo pelo confronto (dualismo) entre o Bem e o Mal... Têm os deuses gregos, mais as criaturas, os heróis... os romanos que são "meio cópia"...
Na Idade Antiga também surgiu o monoteísmo hebreu, o judaísmo que depois vai dar origem ao cristianismo, catolicismo, protestantismo...
Tá... mas foi só na Antiguidade?
Parece que não... a favor ou contra, valorizando ou discutindo, a questão religiosa ainda ocupa muito espaço na mídia, na vida, nos centros de poder. A diferença talvez seja a forma como os representantes lidam com essas questões.
No passado o faraó era deus. Ponto! Ele acreditava que era deus? Não vem ao caso. O povo acreditava.
De modo semelhante, no século XXI, a despeito de toda ciência e racionalidade, as questões espirituais e as religiosas ainda se misturam às questões políticas.
Será que vcs se lembram da música do Legião? O Senhor da guerra? "Deus está do lado de quem vai vencer..." Será que é por aí?
É... esse tema dá muito o que falar...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

"Dinossauros brasileiros"...

Parece piada? Mas não é. Se vc é alguém ligado no que acontece por aí (no campo da História... quero dizer...) já deve saber... Foi notícia, ano passado. Mas quem não acompanhou pode conferir!
Digite: uberabatitan ribeiroi e amazonsaurus maranhensis. Vc vai conhecer os nossos dinossauros mineiro e maranhense. As pesquisas são mais antigas,mas as conclusões e tal... foram divulgadas ano passado.
Vai lá... depois... passa aqui e comenta o que achou.
Dá pra imaginar? Dinossauro aqui no Brasil?!

Blog do Moraes!

Ehe! Aí na lista, vai o blog do Moraes, que não é meu parente não... mas que é colega da área.
Passem por lá pra visitá-lo!

Revolução Industrial, pra todos os gostos

Esses dias, em conversas com colegas, em tempo de planejamento, fui informada de uma pesquisa que indica que 90% "dos jovens" (numa faixa etária que começa com algo em torno de 11/12 anos e se estende até.... não sei(!) pq quem comentou não informou...) que frequentam escolas particulares utilizam a comunicação via internet. Por outro lado, só 30% realiza pesquisas através dela.
Fiquei surpresa, porque esse tipo de atividade é bastante solicitada pela maioria das instituições e seus professores. Isso quer dizer que os alunos ainda usam livros? Enciclopédia? Acho que sim... Ou... não fazem tarefa mesmo (!!!... rsrsrs)
Mas o que me ocorreu é que se formos avaliar o resultado do trabalho dos 30% que usam "a rede" para fazer trabalho de escola também vamos encontrar problemas. Há de tudo por aqui... (!..?....) Não que os livros sejam infalíveis, ou contenham "a verdade", mas sempre existe um critério antes de sua publicação que obriga o autor a ser, no mínimo, criterioso com o que escreve e apresentar suas próprias fontes.
Vejam, por exemplo, o tema Revolução Industrial... Se vc digitar a expressão no Google vai obter um retorno de aproximadamente 394 mil indicações/links (!!!). Lá, em primeirão, nossa conhecida Wikipedia!
Se gastar um tempinho e abrir os primeiros encontrará uma grande variação de abordagens. Por exemplo, um pequeno texto com princípio, meio e fim (conclusão) no site "Sua pesquisa". (http://www.suapesquisa.com/industrial/)
É claro que seria impossível esgotar o assunto (os autores sempre escrevem isso... rsrsrs) em um artigo de uma página (ou menos), mas muitas vezes, além de ser superficial o texto se torna em "sopa de letrinhas" que pode assumir qualquer arranjo quando descer "goela abaixo" do leitor... (é claro que seria melhor que fosse "goela acima"... se me entendem...).
De qualquer modo, dar uma lida (e não apenas imprimir pra entregar para o "prof") já é melhor que não fazer pesquisa/tarefa. Mas o mais legal é (independente da extensão ou da qualidade do texto) ler, pensar um pouco sobre o que leu e concluir com sua própria opinião. Isso faz toda a diferença!
Então... que tal praticar? Passe pelo link que sugeri, acima. Dê uma lida (é curtinho!). Think about...
O que achou? Deu pra entender alguma coisa? Ajudou ou piorou? Concorda com a conclusão?
Vamos tagarelar sobre.... ok? Fico esperando!